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Eugênio Rodrigues de Campos Alves e sua mãe Marisa Campos Alves

  •      Eugênio Rodrigues de Campos Alves, nascido e criado na Cidade de Muriaé-MG, filho de Marisa Campos Alves e Clóves José Alves e tem um único irmão mais velho, Cristiano Rodrigues de Campos Alves. Nasceu no dia 01 de Junho de 1979 e sempre foi um filho dedicado e educado com todos à sua volta. Filho exemplar. Cursava Educação física, que era sua maior paixão, e trabalhava na empresa da família - Representações Rodrigues e Alves Ltda.

         Era otimista e motivado para as coisas da igreja, serviu o tiro de guerra, mas sua maior paixão era o futebol. Torcedor do Flamengo, estava sempre participando das "peladas" com os amigos. Sempre interativo, extrovertido e muito brincalhão, tinha muitos amigos, fazia amizade facilmente com colegas da faculdade, com os professores, sempre muito querido por todos. Frequentava o Colina Country Club, onde se reunia com os amigos  para conversar e "jogar uma bolinha". Se reuniam também para prestigiar as apresentações das bandas locais e se divertiam bastante.

         Em 25 de Setembro de 2005, aos 26 anos, Eugênio sofreu um acidente de trânsito, já próximo de casa. Estava em sua moto quando foi atingido violentamente por um veículo em alta velocidade, cujo motorista estava embriagado. Sofreu traumatismo craniano grave (TCE), foi submetido a uma cirurgia de emergência com 95% de chance de morte. Eugênio ficou na UTI,  em coma nível 3 por 18 dias, enquanto os médicos só aguardavam sua morte cerebral, estava totalmente desenganado.

         No dia 12 de outubro ele apresentou sua primeira reação - sensibilidade à dor, notícia que nos foi dada pelo Bispo de nossa diocese, Dom Dario na ocasião, após uma visita feita a ele na UTI.  Permaneceu em coma com infecção hospitalar e febre constante durante exatos 3 meses.

         No dia 24 de dezembro de 2005, ele foi transferido para o quarto com o único objetivo de verificar sua capacidade de interagir com a família e os amigos. Permaneceu mais 2 meses no quarto e sempre com sua mãe, Marisa, ao seu lado.

        Conseguiu, então, passar um dia sem febre obteve alta, ainda em coma, apenas com alguns momentos de consciência e expectativa de vida vegetativa. Ficou não tetraplégico, mas tetraparético. Os poucos movimentos que tinha eram muito sutis e lentos, ele não falava. Retirou a sonda de alimentação somente após 9 anos de utilização, mas seu cognitivo permanecera perfeito. Era possível conversar "normalmente" com ele, digo normalmente porque ele utilizava uma tabela de comunicação alternativa para expressar tudo o que queria, tabela esta fornecida pelo Terapeuta Ocupacional do Hospital Sarah Kubstcheck, de Belo Horizonte. As viagens para Belo Horizonte eram constantes. Entre um tratamento e outro sempre contava com o esforço de seu pai e de sua mãe para realizá-las. Ao longo do tratamento, teve acompanhamento da fisioterapeuta Thaís Rocha, que desenvolveu junto a ele uma maneira de se comunicarem também através dos olhos! Ele implicava com os fisioterapeutas, corrigia,"cantava", fazia sozinho as atividades físicas que conseguia, como abaixar e levantar o tronco, braço e perna. Cada evolução no seu devido tempo e com o amparo, amor e carinho de seus pais.

        Depois que voltou pra casa, ele passou a companhar o programa "Nosso momento de fé", com o Padre Marcelo Rossi, juntamente com seu cuidador, o Silvério. Importante ressaltar que o Silvério criticava sua esposa por ouvir o programa todos os dias e ele começou a ouvi-lo por causa do Eugênio. Em suma, um evangelizou o outro. Gostava de assistir à missa todas as quartas-feiras na Canção Nova, com o Padre Roger Luiz e, diariamente, às 19h, na Rede Vida. Com o incentivo de sua mãe, Marisa, e de sua avó, Dona Irene, buscava refúgio nas orações e na comunhão com Deus nos momentos de tristeza.

        Na época do acidente ele estava quase concluindo a faculdade de Educação Física e, com muito esforço, determinação e sempre apoiado por sua mãe, chegou a concluir, em 2008, com louvor, seu curso. Eugênio tinha muita esperança de se recuperar, gostava de treinar digitação no computador, com adaptações que foram se aprimorando com o passar do tempo. Enquanto tentava digitar, escutava as pregações do Padre Léo, sempre buscando força em Deus para superar as limitações. Gostava também de ler sobre atividades físicas e nutrição no computador, (era preciso aumentar com o zoom para que conseguisse ler), sempre dedicado e esforçado.

        Porém, em dezembro de 2018, uma obstrução intestinal o levou a uma cirurgia de emergência, culminando em um câncer de colorretal, já em estágio avançado e sem possibilidades de sucesso num possível tratamento.

        Em 24 de setembro de 2019 ele nos deixou, exatamente no dia em que completava 14 anos do acidente. Seu maior sonho, naquele momento, era recuperar seus movimentos, sua fala e, quem sabe um dia, poder exercer a profissão em sua área acadêmica, como personal.

        A história do Eugênio poderia ter se encerrado no momento do acidente ou ele ter ficado - como na previsão dos médicos -  em estado vegetativo pelo resto da vida. Mas, pela dedicação e amor incondicional de mãe, foi diferente. Marisa não se deu por vencida, contava sempre com o apoio de seu esposo Clóves e não se deixaram abater.  Juntos, foram além do esperado e imaginado por todos. Era um recomeço, uma nova chance dada por Deus. Eugênio renasceu e novamente seus pais o ensinavam a falar, andar e ter autonomia.  Assim o fizeram, dentro das possibilidades, cumpriram sua missão com todo o amor de pai e de mãe.

        Ao terminar de ler a história do Eugênio você poderá se perguntar: ele superou? A resposta é muito clara: Sim! Ele não só superou como se reinventou, renasceu para uma nova vida, uma nova oportunidade, cheia de obstáculos e limitações e ele foi além do esperado.

        Eugênio e Marisa são para todos nós, amigos e familiares, um exemplo de amor, fé e superação!

      


    Homenageado por Ana Maria Januário Braz e familia Campos
    E-mail: naninhabraz23@gmail.com

01/06/1979

Cidade / Estado

Muriaé / Minas Gerais

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Comerciantes,Pais e Mães

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